Por Patrícia Biset
O Senac na Baixa dos Sapateiros prepara profissionais para o mercado de trabalho. Fundado na Bahia em 1947, tem 10 postos em Salvador com 100 cursos - em artes, comércio, comunicação, idiomas, informática, gestão, saúde, tecnologia educacional, turismo e hospitalidade, dentre outros. São para pessoas a partir de 16 anos, com taxas de R$ 40,00 ou mais.
Segundo a recém contratada pela loja Centauro, Isaura Dias, 17 anos, que participa do programa de aprendizagem em comércio de bens e serviços (Menor Aprendiz) no Senac da Baixa dos Sapateiros, o curso é útil. ”Acho essencial ter esse auxílio para melhor atender à clientela. Porque agrega um diferencial em nosso conhecimento pessoal”, afirma Isaura.
Além da diversidade de conhecimento e experiência profissional, o SENAC da Baixa dos Sapateiros é centro de referência em educação, tem uma boa infra-estrutura física e tecnológica com salas convencionais, laboratórios, ambientes administrativos e pedagógicos para atender aos alunos e clientes que o procuram.
terça-feira, 13 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Altas discussões sobre a Baixa dos Sapateiros

A expectativa era a de um debate aberto sobre a Baixa dos Sapateiros. E foi.
Soubemos da batalha de três líderes: Haroldo Nuñez, do Fórum de Desenvolvimento dos Comerciantes, Cosme Brito da Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Jorge Valentim, do Sindicato do Comércio Varejista de Feirantes e Ambulantes.
Que se repita esse tipo de conversa porque foi muito produtiva.
Valeu a todos os que compareceram, especialmente aos três palestrantes que empregaram seu tempo nessa discussão com alunos da Faculdade da Cidade.
A propósito, três dos estudantes ficaram de fazer pequenas reportagens sobre o conteúdo do encontro. Há histórias do passado, como a trajetória do Sr. Haroldo, audaz empreendedor, e do Sr. Cosme, ex-camelô e hoje proprietário de duas lojas na Baixa dos Sapateiros. E há perspectivas, como as que contou o Sr. Jorge, sobre o registro da Feira de São Joaquim, como parte da valorização do que há de mais autêntico na cultura da Bahia.
Vamos aguardar.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Baixa dos Sapateiros em questão
Dia 6 de maio, às 8 horas, na Faculdade da Cidade
“A importância da comunicação para a Baixa dos Sapateiros” é o tema do debate que acontecerá na próxima terça-feira, dia 6 de maio, das 8 às 10 horas, na sala n0 203, da Faculdade da Cidade, na Praça da Inglaterra, Comércio. A idéia é reelaborar o entendimento sobre a famosa e tradicional rua da cidade e promover uma discussão sobre a sua participação no imaginário coletivo de Salvador. A Baixa dos Sapateiros continua viva e cheia de aspectos muito particulares.
Estarão presentes no encontro o presidente da Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros (Albasa), Cosme Brito, e o presidente do Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da Cidade e da Associação dos Empresários da Cidade Alta de Salvador (Aecasa), Haroldo Nuñez, além de outros representantes de interessados diretos no vigor da Baixa dos Sapateiros, como diretores do Sindicato dos Feirantes e Ambulantes e lojistas da área. Os alunos da Faculdade e toda a comunidade de Salvador devem participar.
O debate é um exercício da disciplina Oficina de Gestão da Comunicação I, do Curso de Comunicação, da Faculdade da Cidade, que ao final do ano passado colocou no ar este blog, o Blog da Baixa dos Sapateiros.
O blogdabaixa tem divulgado notícias sobre o comércio e os costumes dos freqüentadores da Baixa dos Sapateiros, mostrando peculiaridades que dificilmente seriam encontradas em outras ruas da cidade e que a mídia em geral raramente expõe. Basta acessar o blogdabaixa para ficar sabendo onde e como comer, beber, passear, comprar e se divertir na Baixa dos Sapateiros, que também é motivo de reflexão.
Com a coordenação da professora e jornalista Mary Weinstein, e reportagens apuradas e escritas pelos estudantes, o Blog da Baixa dos Sapateiros tem servido, sobretudo, para chamar a atenção sobre o valioso patrimônio material e imaterial da avenida que leva o nome do ex-governador J.J. Seabra.
Percebemos, inclusive, que o Governo do Estado intensificou o seu olhar sobre a Baixa dos Sapateiros, nos últimos meses.
O quê: Debate sobre “A importância da comunicação para a Baixa dos Sapateiros”
Onde: Sala 203, da Faculdade da Cidade, na Praça da Inglaterra, no Comércio
Data: 6 de maio, terça-feira
Horário: 8 horas
Entrada gratuita
“A importância da comunicação para a Baixa dos Sapateiros” é o tema do debate que acontecerá na próxima terça-feira, dia 6 de maio, das 8 às 10 horas, na sala n0 203, da Faculdade da Cidade, na Praça da Inglaterra, Comércio. A idéia é reelaborar o entendimento sobre a famosa e tradicional rua da cidade e promover uma discussão sobre a sua participação no imaginário coletivo de Salvador. A Baixa dos Sapateiros continua viva e cheia de aspectos muito particulares.
Estarão presentes no encontro o presidente da Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros (Albasa), Cosme Brito, e o presidente do Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da Cidade e da Associação dos Empresários da Cidade Alta de Salvador (Aecasa), Haroldo Nuñez, além de outros representantes de interessados diretos no vigor da Baixa dos Sapateiros, como diretores do Sindicato dos Feirantes e Ambulantes e lojistas da área. Os alunos da Faculdade e toda a comunidade de Salvador devem participar.
O debate é um exercício da disciplina Oficina de Gestão da Comunicação I, do Curso de Comunicação, da Faculdade da Cidade, que ao final do ano passado colocou no ar este blog, o Blog da Baixa dos Sapateiros.
O blogdabaixa tem divulgado notícias sobre o comércio e os costumes dos freqüentadores da Baixa dos Sapateiros, mostrando peculiaridades que dificilmente seriam encontradas em outras ruas da cidade e que a mídia em geral raramente expõe. Basta acessar o blogdabaixa para ficar sabendo onde e como comer, beber, passear, comprar e se divertir na Baixa dos Sapateiros, que também é motivo de reflexão.
Com a coordenação da professora e jornalista Mary Weinstein, e reportagens apuradas e escritas pelos estudantes, o Blog da Baixa dos Sapateiros tem servido, sobretudo, para chamar a atenção sobre o valioso patrimônio material e imaterial da avenida que leva o nome do ex-governador J.J. Seabra.
Percebemos, inclusive, que o Governo do Estado intensificou o seu olhar sobre a Baixa dos Sapateiros, nos últimos meses.
O quê: Debate sobre “A importância da comunicação para a Baixa dos Sapateiros”
Onde: Sala 203, da Faculdade da Cidade, na Praça da Inglaterra, no Comércio
Data: 6 de maio, terça-feira
Horário: 8 horas
Entrada gratuita
Moram onde não mora ninguém
Por Juliana Marinho
Crianças, adultos e idosos dormem na Baixa dos Sapateiros. São os chamados "moradores de rua". A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) sustenta que essas pessoas não permanecem ali pelo resto da vida. Como vítimas do alcoolismo ou de drogas, recebem apoio. Outras são ex-detentos ou migrantes de outras cidades que chegam e não têm onde ficar.
A Casa de Passagem servia a essa população. Dépois de um desabamento, foi interditada. A Sub-coordenadora de programas sociais Sarai Freitas disse que as pessoas então foram levadas para o Centro de Reintegração Social, um anexo ao Albergue de Roma, na Cidade Baixa.
“Muitos daqueles cidadãos preferem ficar nas ruas pedindo, alguns fazem trabalhos como lavar carros na sinaleira. Muitos se acostumam com a idéia de ser um morador de rua”, disse a sub-coordenadora.
Segundo Sarai Freitas, existe uma equipe de agentes sociais - assistentes Sociais e psicólogos, dentre outros - que ajuda a recolher os moradores de rua e a reabilitá-los socialmente. Eles passam a receber um auxilio aluguel no valor de R$ 100,00. Aualmente o centro abriga 33 pessoas durante a noite e 11 recebem o auxílio- aluguel.
Crianças, adultos e idosos dormem na Baixa dos Sapateiros. São os chamados "moradores de rua". A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) sustenta que essas pessoas não permanecem ali pelo resto da vida. Como vítimas do alcoolismo ou de drogas, recebem apoio. Outras são ex-detentos ou migrantes de outras cidades que chegam e não têm onde ficar.
A Casa de Passagem servia a essa população. Dépois de um desabamento, foi interditada. A Sub-coordenadora de programas sociais Sarai Freitas disse que as pessoas então foram levadas para o Centro de Reintegração Social, um anexo ao Albergue de Roma, na Cidade Baixa.
“Muitos daqueles cidadãos preferem ficar nas ruas pedindo, alguns fazem trabalhos como lavar carros na sinaleira. Muitos se acostumam com a idéia de ser um morador de rua”, disse a sub-coordenadora.
Segundo Sarai Freitas, existe uma equipe de agentes sociais - assistentes Sociais e psicólogos, dentre outros - que ajuda a recolher os moradores de rua e a reabilitá-los socialmente. Eles passam a receber um auxilio aluguel no valor de R$ 100,00. Aualmente o centro abriga 33 pessoas durante a noite e 11 recebem o auxílio- aluguel.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Lojas no Centro Histórico devem se adequar aos padrões do IPHAN
Deu no Jornal O Documento, de Cuiabá
Várzea Grande, 28/04/2008 - 13:01.
Da Redação
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades), multou 94 estabelecimentos do Centro Histórico que não se adequaram ao padrões estabelecidos pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em relação às fachadas das lojas. A multa foi de 20 UPFS.
Desde o ano passado, a Prefeitura e o IPHAN vêm solicitando aos proprietários que façam as adequações conforme estabelecido na Lei Federal sobre os Centros Históricos do país. Dos 701 estabelecimentos comerciais notificados pela Smades, 607 adequaram suas fachadas conforme determinação do IPHAN. “Foi um grande trabalho em conjunto com o Ministério Público e o IPHAN, qualquer um pode observar como o Centro Histórico ficou mais harmonioso”, declarou o secretário de Meio Ambiente, Osmário Daltro.
De acordo com Daltro, cada loja de Cuiabá precisa seguir regras específicas em relação à fachada, de acordo com a sua localização (rua) dentro do Centro Histórico.“Na Rua Treze de Junho, por exemplo, os painéis têm que ter 80 centímetros de largura , 60 de altura e 15 de espessura ”, explicou.
O secretário informou, ainda, que se as lojas que ainda não se adequaram conforme o que estabelece a lei, ou não providenciarem as mudanças serão novamente multadas e poderão ter seus alvarás caçados.
Várzea Grande, 28/04/2008 - 13:01.
Da Redação
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades), multou 94 estabelecimentos do Centro Histórico que não se adequaram ao padrões estabelecidos pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em relação às fachadas das lojas. A multa foi de 20 UPFS.
Desde o ano passado, a Prefeitura e o IPHAN vêm solicitando aos proprietários que façam as adequações conforme estabelecido na Lei Federal sobre os Centros Históricos do país. Dos 701 estabelecimentos comerciais notificados pela Smades, 607 adequaram suas fachadas conforme determinação do IPHAN. “Foi um grande trabalho em conjunto com o Ministério Público e o IPHAN, qualquer um pode observar como o Centro Histórico ficou mais harmonioso”, declarou o secretário de Meio Ambiente, Osmário Daltro.
De acordo com Daltro, cada loja de Cuiabá precisa seguir regras específicas em relação à fachada, de acordo com a sua localização (rua) dentro do Centro Histórico.“Na Rua Treze de Junho, por exemplo, os painéis têm que ter 80 centímetros de largura , 60 de altura e 15 de espessura ”, explicou.
O secretário informou, ainda, que se as lojas que ainda não se adequaram conforme o que estabelece a lei, ou não providenciarem as mudanças serão novamente multadas e poderão ter seus alvarás caçados.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Veículos particulares têm fácil acesso na Baixa dos Sapateiros
Por Gabriela Figueiredo
É mais fácil chegar à Baixa dos Sapateiros do que à Avenida Sete, ao Comércio ou a outros trechos movimentados da cidade. Mesmo com grande número de pedestres,a Baixa dos Sapateiros favorece o acesso de veículos particulares e essa "descomplicação" tornou-se um grande atrativo da área. A Baixa dos Sapateiros é como um shopping a céu aberto e como tal não vive sem pessoas comprando, passeando.
"Eu não gosto de ficar enfrentando trânsito, nem ficar competindo para pegar vaga. Pagar caro por estacionamento também não convém. Hoje, faço minhas compras na Baixa dos Sapateiros, porque encontro de tudo, e sem transtornos", diz Carolina Silvany, autônoma, 25 anos.
Os consumidores que freqüentam a Baixa dos Sapateiros não podem reclamar da ausência de estacionamento. O local tem Zona Azul, com mais de 72 vagas distribuídas nos trechos entre a Ladeira do Aquidabã, Ladeira Ramos de Queiroz, Rua Padre Agostinho Ramos e Ladeira do Ferrão, Largo de São Miguel e Ladeira de Santana. O horário de funcionamento é das 10 às 19 horas, com duração de duas horas, de segunda a sexta-feira e aos sábados das 7 às 13 horas.
Segundo João Silva, guardador de carros registrado pela SET, essas condições favorecem os fregueses "porque é confortável você chegar e já ir estacionando, podendo permanecer durante duas horas, com renovação de mais duas".
Ainda sem data marcada, o projeto “Reabilitação Urbana da Baixa dos Sapateiros” vai significar um investimento inicial de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões e um dos objetivos é a construção de novos estacionamentos para melhorar ainda mais o acesso e consquentemente o movimento das lojas.
É mais fácil chegar à Baixa dos Sapateiros do que à Avenida Sete, ao Comércio ou a outros trechos movimentados da cidade. Mesmo com grande número de pedestres,a Baixa dos Sapateiros favorece o acesso de veículos particulares e essa "descomplicação" tornou-se um grande atrativo da área. A Baixa dos Sapateiros é como um shopping a céu aberto e como tal não vive sem pessoas comprando, passeando.
"Eu não gosto de ficar enfrentando trânsito, nem ficar competindo para pegar vaga. Pagar caro por estacionamento também não convém. Hoje, faço minhas compras na Baixa dos Sapateiros, porque encontro de tudo, e sem transtornos", diz Carolina Silvany, autônoma, 25 anos.
Os consumidores que freqüentam a Baixa dos Sapateiros não podem reclamar da ausência de estacionamento. O local tem Zona Azul, com mais de 72 vagas distribuídas nos trechos entre a Ladeira do Aquidabã, Ladeira Ramos de Queiroz, Rua Padre Agostinho Ramos e Ladeira do Ferrão, Largo de São Miguel e Ladeira de Santana. O horário de funcionamento é das 10 às 19 horas, com duração de duas horas, de segunda a sexta-feira e aos sábados das 7 às 13 horas.
Segundo João Silva, guardador de carros registrado pela SET, essas condições favorecem os fregueses "porque é confortável você chegar e já ir estacionando, podendo permanecer durante duas horas, com renovação de mais duas".
Ainda sem data marcada, o projeto “Reabilitação Urbana da Baixa dos Sapateiros” vai significar um investimento inicial de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões e um dos objetivos é a construção de novos estacionamentos para melhorar ainda mais o acesso e consquentemente o movimento das lojas.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Mais R$1,4 milhão
Assessoria de Comunicação do Governo distribuiu release sobre convênio para Centro Histórico. Leia parte dele aqui:
Unesco e governo do Estado assinam convênio de R$ 1,4 mi
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), instituição com vasta experiência na reabilitação de Centros Históricos, assina com o Governo do Estado da Bahia, amanhã, às 15h30, na Governadoria (CAB), um Projeto de Cooperação Técnica Internacional para a criação de uma estratégia de sustentabilidade para o Centro Histórico de Salvador (CAS).
O acordo será assinado no Salão de Atos da Governadoria, pelo Governador do Estado, Jaques Wagner, pelo Secretário de Cultura, Márcio Meirelles e pelo representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, com presença de outros secretários de estado, município, Organizações não-Governamentais (Ongs) e representantes da sociedade civil.
Baseado na relação entre Cultura e Desenvolvimento, o Projeto de Cooperação Técnica Internacional (Prodoc) reconhece a importância da inclusão da cultura no planejamento urbano da cidade de Salvador e se propõe a criar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica, física e social dos moradores que habitam o Centro Antigo.
Unesco e governo do Estado assinam convênio de R$ 1,4 mi
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), instituição com vasta experiência na reabilitação de Centros Históricos, assina com o Governo do Estado da Bahia, amanhã, às 15h30, na Governadoria (CAB), um Projeto de Cooperação Técnica Internacional para a criação de uma estratégia de sustentabilidade para o Centro Histórico de Salvador (CAS).
O acordo será assinado no Salão de Atos da Governadoria, pelo Governador do Estado, Jaques Wagner, pelo Secretário de Cultura, Márcio Meirelles e pelo representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, com presença de outros secretários de estado, município, Organizações não-Governamentais (Ongs) e representantes da sociedade civil.
Baseado na relação entre Cultura e Desenvolvimento, o Projeto de Cooperação Técnica Internacional (Prodoc) reconhece a importância da inclusão da cultura no planejamento urbano da cidade de Salvador e se propõe a criar alternativas para garantir a sustentabilidade econômica, física e social dos moradores que habitam o Centro Antigo.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Já vimos esse filme: Cine-teatro Jandaia
Por Mary Weinstein
Do início à segunda metade do século passado, o Cine Jandaia foi um templo da arte: serviu de palco até para Carmen Miranda. Agora, suas dependências parecem um escombro.
Os proprietários do Cine Jandaia já estiveram algumas vezes em Salvador para tentar uma mediação das instituições locais.
Da primeira vez, a conversa foi com a Fundação Gregório de Matos (prefeitura). Da última, no ano passado, foi com o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, que ficou encantado com a possibilidade de reerguer o antigo cinema. Só que até agora, nada de concreto foi combinado.
O proprietário Cláudio Valansi avisou que quer ter condições para viabilização de um projeto elaborado com parceiros. Ele resiste à alternativa de vender o imóvel para uma igreja evangélica, contrariando o destino de outras casas como o Tamoio e o Politeama.
Nesse meio tempo, a Associação Viva Salvador também espera a evolução do processo de tombamento do cinema que tem estilo art dèco. Aguarda a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)que está avaliando há mais de dois anos.
Do início à segunda metade do século passado, o Cine Jandaia foi um templo da arte: serviu de palco até para Carmen Miranda. Agora, suas dependências parecem um escombro.
Os proprietários do Cine Jandaia já estiveram algumas vezes em Salvador para tentar uma mediação das instituições locais.
Da primeira vez, a conversa foi com a Fundação Gregório de Matos (prefeitura). Da última, no ano passado, foi com o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, que ficou encantado com a possibilidade de reerguer o antigo cinema. Só que até agora, nada de concreto foi combinado.
O proprietário Cláudio Valansi avisou que quer ter condições para viabilização de um projeto elaborado com parceiros. Ele resiste à alternativa de vender o imóvel para uma igreja evangélica, contrariando o destino de outras casas como o Tamoio e o Politeama.
Nesse meio tempo, a Associação Viva Salvador também espera a evolução do processo de tombamento do cinema que tem estilo art dèco. Aguarda a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)que está avaliando há mais de dois anos.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Parte IV - Parati e Quito
“Os moradores precisam ter a chance de manter suas casas e serem parceiros da revitalização. A participação deles é fundamental. Foi assim em lugares como Parati (RJ) e Quito (Equador). Por que não podemos ir no mesmo caminho?”, questionou o Secretário de Cultura, Márcio Meirelles.
Parte III - Fachadas
Durante a assinatura do protocolo, foi apresentado um diagnóstico dos 2,5 km da Baixa dos Sapateiros e uma simulação das lojas sem os luxalons, estruturas de propaganda, que escondem verdadeiros “tesouros” nas fachadas de prédios históricos. “Se por um lado, o luxalon acabou com a beleza do lugar, ele também foi responsável pela preservação das fachadas, que permaneceram intactas”, explicou Lima. A recuperação de fachadas tem sido uma ação recorrente em diversos Centros Históricos, a exemplo de Barcelona, na Espanha, e da capital paulista.
Além da qualificação da rede de luz, em parceria com a Coelba, estão previstas a ocupação de prédios tombados para a construção de residências para estudantes, requalificação urbana e reparação de imóveis de interesse público para uso de habitação; alguns desses projetos já estão em fase de aprovação pelo Ministério da Cultura e pela Caixa Econômica Federal, como as 26 unidades de moradia que serão destinadas para famílias com renda mensal de até 5 salários mínimos. Atualmente, estima-se que menos de 10% dos imóveis da região estejam destinados à moradia.
Além da qualificação da rede de luz, em parceria com a Coelba, estão previstas a ocupação de prédios tombados para a construção de residências para estudantes, requalificação urbana e reparação de imóveis de interesse público para uso de habitação; alguns desses projetos já estão em fase de aprovação pelo Ministério da Cultura e pela Caixa Econômica Federal, como as 26 unidades de moradia que serão destinadas para famílias com renda mensal de até 5 salários mínimos. Atualmente, estima-se que menos de 10% dos imóveis da região estejam destinados à moradia.
Parte II - Parceria
Revitalizar o Centro Antigo de Salvador (CAS), promover a sustentabilidade e transformá-lo em um lugar bom para morar, trabalhar, freqüentar e visitar são as metas do governado do Estado para essa área da cidade. “A união entre governo, sociedade e empresários é determinante. Devemos estar todos juntos empenhados nesta ação porque não dá para ficar dependendo só do governo”, disse Beatriz Lima, arquiteta e gestora do Escritório de Referência do Centro Antigo, unidade gerencial da Secretaria de Cultura.
“O momento é espetacular. Antes não existia projeto algum. Agora temos que fortalecer as entidades de moradores e comerciantes porque neste processo de reconstrução todos têm um papel”, reforçou o superintendente do Sebrae. “É a primeira vez na história desta cidade que tantas pessoas se envolvem na requalificação na Baixa dos Sapateiros”, comemorou Cosme Brito, representante da Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha.
“O momento é espetacular. Antes não existia projeto algum. Agora temos que fortalecer as entidades de moradores e comerciantes porque neste processo de reconstrução todos têm um papel”, reforçou o superintendente do Sebrae. “É a primeira vez na história desta cidade que tantas pessoas se envolvem na requalificação na Baixa dos Sapateiros”, comemorou Cosme Brito, representante da Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha.
Secretaria de Cultura tem planos - Parte I
Baixa dos Sapateiros ganha projeto de requalificação
Agentes econômicos, políticos e sociais assinam protocolo de intenções para promover desenvolvimento sustentado da Baixa dos Sapateiros.
Porta de entrada para o Centro Histórico e um dos locais mais agitados culturalmente na primeira metade do século XX, a Baixa dos Sapateiros acaba de ganhar projeto de revitalização urbana e também do comércio através do Projeto Geor (Gestão Estratégica Orientada para Resultados) Varejo Vivo.
O protocolo de intenções foi firmado ontem, terça-feira (15/04), no Escritório de Referência do Centro Histórico, entre a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o Sebrae – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sindicado do Comércio Varejista e Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da cidade.
Estudos apontam que a queda de negócios verificada na Baixa dos Sapateiros entre 2000 e 2005 se deve à falta de diversificação de atividades, presença de albergues para a população de rua e ao abandono de edifícios públicos e privados. Para o diretor superintendente do Sebrae, Edival Passos, entretanto, esses dados não intimidam. De acordo com ele, trabalhos de revitalização comercial já foram realizados em lugares como a Feira de São Joaquim e avenida Sete de Setembro. “Qualificamos o feirante e o atendimento. Na avenida Sete conseguimos aumentar a freqüência de 90 mil para 600 mil pessoas ao dia”, revela.
Agentes econômicos, políticos e sociais assinam protocolo de intenções para promover desenvolvimento sustentado da Baixa dos Sapateiros.
Porta de entrada para o Centro Histórico e um dos locais mais agitados culturalmente na primeira metade do século XX, a Baixa dos Sapateiros acaba de ganhar projeto de revitalização urbana e também do comércio através do Projeto Geor (Gestão Estratégica Orientada para Resultados) Varejo Vivo.
O protocolo de intenções foi firmado ontem, terça-feira (15/04), no Escritório de Referência do Centro Histórico, entre a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o Sebrae – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sindicado do Comércio Varejista e Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da cidade.
Estudos apontam que a queda de negócios verificada na Baixa dos Sapateiros entre 2000 e 2005 se deve à falta de diversificação de atividades, presença de albergues para a população de rua e ao abandono de edifícios públicos e privados. Para o diretor superintendente do Sebrae, Edival Passos, entretanto, esses dados não intimidam. De acordo com ele, trabalhos de revitalização comercial já foram realizados em lugares como a Feira de São Joaquim e avenida Sete de Setembro. “Qualificamos o feirante e o atendimento. Na avenida Sete conseguimos aumentar a freqüência de 90 mil para 600 mil pessoas ao dia”, revela.
domingo, 6 de abril de 2008
Tradição, família e Baixa dos Sapateiros

Por Patrícia Biset
O Mercado de Santa Bárbara merece ser visitado durante o ano todo e não somente no dia da festa da Santa. Passar por lá para comer uma feijoada ou dar um gole em uma cachaça das boas é o mesmo que tomar um banho de Bahia.
Devoto fiel de Santa Bárbara, José Fausto de Almeida, 56 anos, trabalha há 48 em um dos boxes que já passou por "três gerações de avô, pai e filho". Sua infância e adolescência foram vividas no Mercado. Desde menino ajudava a despachar os clientes. Ele distribuiu muito caruru com 40 mil quiabos e animou a festa ano após ano, com samba-de-roda, capoeira e maculelê.
Em frente à Santa em exposição permanente na prateleira de um dos seus cinco boxes, ele se desgosta: “tenho dois filhos, e nenhum quer dar continuidade a essa tradição.” Amigos e clientes dão conta do empenho de José Fausto em manter o Mercado, que fica ao lado do Cine Jandaia e logo em frente ao Tabuão. Ele chegou a mudar a organização dos 127 boxes. Lembra que corria pelos corredores e hoje é um dos maiores comerciantes do local.
O Mercado de Santa Bárbara merece ser visitado durante o ano todo e não somente no dia da festa da Santa. Passar por lá para comer uma feijoada ou dar um gole em uma cachaça das boas é o mesmo que tomar um banho de Bahia.
Devoto fiel de Santa Bárbara, José Fausto de Almeida, 56 anos, trabalha há 48 em um dos boxes que já passou por "três gerações de avô, pai e filho". Sua infância e adolescência foram vividas no Mercado. Desde menino ajudava a despachar os clientes. Ele distribuiu muito caruru com 40 mil quiabos e animou a festa ano após ano, com samba-de-roda, capoeira e maculelê.
Em frente à Santa em exposição permanente na prateleira de um dos seus cinco boxes, ele se desgosta: “tenho dois filhos, e nenhum quer dar continuidade a essa tradição.” Amigos e clientes dão conta do empenho de José Fausto em manter o Mercado, que fica ao lado do Cine Jandaia e logo em frente ao Tabuão. Ele chegou a mudar a organização dos 127 boxes. Lembra que corria pelos corredores e hoje é um dos maiores comerciantes do local.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Do Cine Jandaia para o Teatro da Barra
Por Mary Weinstein
Amanhã, o Cine Nostalgia do Teatro da Barra vai exibir o musical da Metro Goldwin Mayer Transatlântico de Luxo, de 1948, que foi cartaz nos tempos de glória do Cine Jandaia, hoje desativado, na Baixa dos Sapateiros.
No elenco se destacam George Brent, como o comandante do navio, Jane Powell, como sua filha, além de Francis Glifford, a orquestra de Xavier Cugart e outros. O filme é muito bom e agrada em cheio aos fãs do antigo cinema de Hollywood.
As sessões amanhã são às 15 e 17 horas. Domingo será às 16 horas.
Amanhã, o Cine Nostalgia do Teatro da Barra vai exibir o musical da Metro Goldwin Mayer Transatlântico de Luxo, de 1948, que foi cartaz nos tempos de glória do Cine Jandaia, hoje desativado, na Baixa dos Sapateiros.
No elenco se destacam George Brent, como o comandante do navio, Jane Powell, como sua filha, além de Francis Glifford, a orquestra de Xavier Cugart e outros. O filme é muito bom e agrada em cheio aos fãs do antigo cinema de Hollywood.
As sessões amanhã são às 15 e 17 horas. Domingo será às 16 horas.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Vendagem na Baixa dos Sapateiros é notícia - contraste no tempo
Por Mary Weinstein
Em fevereiro de 1985, o faturamento na Baixa dos Sapateiros dava até notícia em jornal. Esta aí, por exemplo, foi publicada em alto de página, em A TARDE.
A edição está no arquivo do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, na Praça da Piedade. A notícia acima, de 25 anos atrás, contrasta com a notícia abaixo, de agora.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Shopping no meio de uma forte zona comercial
Por Ricardo Estrellado
Criado bem no meio de uma forte e tradicional zona comercial, o Shopping Baixa dos Sapateiros já nasceu complicado. A idéia inicial era atrair um outro tipo de clientela para as redondezas, um consumidor mais elitizado, e com isso diversificar o público local, que sempre foi conhecido como de consumidores de baixa renda.
O shopping tenta suportar a crise, que por sinal nunca o deixou. Com apenas 100 lojas, sete no ramo de alimentação, e com um único destaque, um restaurante à quilo que as sextas-feiras serve comida baiana e durante a semana churrasco, o movimento deixa a desejar.
O corajoso Shopping da Baixa dos Sapateiros dispõe de casa de loteria e de uma agência de correio, que é o que mais atrai consumidores.Outros destaques são o banco e um salão de beleza. Apesar das dificuldades, o Shopping Baixa dos Sapateiros ainda é uma referênciana na área.
Projeto de revitalizar o local seria a saída. Talvez, transformar o imóvel em um equipado espaço cultural, porque não?
Criado bem no meio de uma forte e tradicional zona comercial, o Shopping Baixa dos Sapateiros já nasceu complicado. A idéia inicial era atrair um outro tipo de clientela para as redondezas, um consumidor mais elitizado, e com isso diversificar o público local, que sempre foi conhecido como de consumidores de baixa renda.
O shopping tenta suportar a crise, que por sinal nunca o deixou. Com apenas 100 lojas, sete no ramo de alimentação, e com um único destaque, um restaurante à quilo que as sextas-feiras serve comida baiana e durante a semana churrasco, o movimento deixa a desejar.
O corajoso Shopping da Baixa dos Sapateiros dispõe de casa de loteria e de uma agência de correio, que é o que mais atrai consumidores.Outros destaques são o banco e um salão de beleza. Apesar das dificuldades, o Shopping Baixa dos Sapateiros ainda é uma referênciana na área.
Projeto de revitalizar o local seria a saída. Talvez, transformar o imóvel em um equipado espaço cultural, porque não?
segunda-feira, 31 de março de 2008
Amanhã, será uma nova turma...
Por Mary Weinstein
A partir de amanhã, terça-feira, começa uma segunda fase no Blog da Baixa dos Sapateiros, quando uma nova turma da disciplina Oficina de Gestão da Comunicação da Faculdade da Cidade, assume o pintar e bordar aqui.
Amanhã, faremos uma visita ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) para saber como a comunicação é feita dentro dessa instituição. E, obviamente, vamos aproveitar para saber o que está sendo feito pela Baixa dos Sapateiros. Será que o Governo do Estado e o Escritório de Referência do Centro Antigo, montado em setembro passado pela Secretaria de Cultura, estão prestando atenção na antiga Rua da Vala?
Além disso, várias matérias estão sendo finalizadas para serem postadas.
Apesar da entrada da nova turma nesse páreo, a anterior não será preterida. Não só poderá como deve continuar envolvida, trazendo novidades e questões para serem discutidas aqui. Temos ainda os vídeos que Stanley produziu com os depoimentos dos futuros jornalistas que atuaram com tanta determinação nesse blog. Temos que postá-los!!
Abraço a todos e boa fruição!
A partir de amanhã, terça-feira, começa uma segunda fase no Blog da Baixa dos Sapateiros, quando uma nova turma da disciplina Oficina de Gestão da Comunicação da Faculdade da Cidade, assume o pintar e bordar aqui.
Amanhã, faremos uma visita ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) para saber como a comunicação é feita dentro dessa instituição. E, obviamente, vamos aproveitar para saber o que está sendo feito pela Baixa dos Sapateiros. Será que o Governo do Estado e o Escritório de Referência do Centro Antigo, montado em setembro passado pela Secretaria de Cultura, estão prestando atenção na antiga Rua da Vala?
Além disso, várias matérias estão sendo finalizadas para serem postadas.
Apesar da entrada da nova turma nesse páreo, a anterior não será preterida. Não só poderá como deve continuar envolvida, trazendo novidades e questões para serem discutidas aqui. Temos ainda os vídeos que Stanley produziu com os depoimentos dos futuros jornalistas que atuaram com tanta determinação nesse blog. Temos que postá-los!!
Abraço a todos e boa fruição!
terça-feira, 25 de março de 2008
São Paulo sai na frente
No Centro de São Paulo, fachadas históricas antes escondidas por anúncios de estabelecimentos comerciais foram reveladas pela Lei Cidade Limpa.
A repercussão da lei Cidade Limpa foi tão favorável entre a população de São Paulo que a maioria dos comerciantes e prestadores de serviço aderiram de imediato a ela. Houve aí uma resposta consciente e cidadã para a importância de se melhorar a paisagem urbana.
A disposição geral dos comerciantes é de colocar placas novas em seus estabelecimentos dentro da lei. “Por que não aproveitar o momento e também recuperar as fachadas históricas?”, pergunta o superintendente da ONG Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida.
“Sem esquecer até mesmo aquelas que, apesar de não serem tombadas, mantêm importância como parte de conjuntos arquitetônicos existentes no Centro. O que não dá é continuar como está”, insiste.
(Esta notícia foi publicada na íntegra pelo InformeOnline da ONG Viva o Centro - São Paulo, http://www.vivaocentro.org.br/, em 31 de maio do ano passado)
A repercussão da lei Cidade Limpa foi tão favorável entre a população de São Paulo que a maioria dos comerciantes e prestadores de serviço aderiram de imediato a ela. Houve aí uma resposta consciente e cidadã para a importância de se melhorar a paisagem urbana.
A disposição geral dos comerciantes é de colocar placas novas em seus estabelecimentos dentro da lei. “Por que não aproveitar o momento e também recuperar as fachadas históricas?”, pergunta o superintendente da ONG Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida.
“Sem esquecer até mesmo aquelas que, apesar de não serem tombadas, mantêm importância como parte de conjuntos arquitetônicos existentes no Centro. O que não dá é continuar como está”, insiste.
(Esta notícia foi publicada na íntegra pelo InformeOnline da ONG Viva o Centro - São Paulo, http://www.vivaocentro.org.br/, em 31 de maio do ano passado)
sexta-feira, 21 de março de 2008
Camelódromo contra a carestia
Por Manuela Furtado
Andar pela Baixa dos Sapateiros e não avistar nenhum vendedor ambulante é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. E foi para organizar o exercício dessa classe de trabalhadores na área que foi fundado em 1999, no governo do então prefeito Antônio Imbassahy, o "camelódromo", dentro do projeto de Ordenamento do Comércio Informal da Prefeitura de Salvador.
E até hoje, o local serve para abrigar sob a sua grande tenda de lona, muitos ambulantes, alguns com anos de trabalho informal na J.J. Seabra. É o caso de Dona Zezilda dos Santos, 71 anos, que trabalha há 40 anos na Baixa dos Sapateiros. Para ela, a única melhora trazida pelo camelódromo em relação à rua, é justamente a cobertura.
“Quando digo isso, não quero dizer que quero voltar para a rua. O comércio está ruim independente do lugar que eu estivesse trabalhando”, disse a comerciante. Vendendo roupas com preços que variam de R$5 a R$ 35, Dona Zezilda tem a sua opinião compartilhada com outros ambulantes.
Maria Soledad, 42 anos, acha que o problema é “que ninguém entra aqui, só em caso de necessidade. Natal era a melhor época para vender, mas a cada ano que passa está pior”, diz ela que vende bolsas e mochilas de R$ 25 a R$ 35, “daquela que é ‘importada’”.
Já a experiente Dona Zezilda tem outra explicação: “Os tempos são outros”.
A história desta senhora se confunde com a da própria Baixa dos Sapateiros, até por ela exercer o tipo de comércio que predomina no local. Com toda simplicidade, Dona Zezilda filosofa sobre as causas do abandono do lugar. Diz que sempre teve um tipo de público específico: o ‘povão’.
Segundo analisa, o local foi abandonado porque “hoje em dia tem comércio em tudo quanto é lugar, então quem é que vai pegar transporte, tendo dinheiro contado, para vir até aqui?”. Falando dos anos felizes que passou nas calçadas da J. J. Seabra, ela lembra de quando vendia suas roupas para uma fiel freguesia e conseguia sustentar seus filhos.
“Aqui tinham grandes lojas, como Feiras dos Tecidos e Pernambucanas. Fechou tudo! Quem sai de sua casa quer ver coisa bonita. Vai para o shopping e vê luxo. Voltar para a Baixa dos Sapateiros com lojas abandonadas, para que?”, conclui.
terça-feira, 4 de março de 2008
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